Inovando a roda.

Gostaria de começar o post com uma frase que surgiu há pouco em minha mente enquanto estudava sobre metodologias de programação/novas tecnologias e ao mesmo tempo pensando em qual oportunidade de negócio e/ou necessidade de mercado o que eu estava estudando teria participação, de fato.

A frase que me surgiu foi:
“O segredo também pode estar em inovar a roda, não recriá-la e não reinventá-la, mas inová-la”.

Agora, antes de prosseguirmos; vamos “dissecar” a palavra inovação, trazendo a tona sua etimologia:

Inovação – Do Latim INNOVARE: “renovar, mudar”. IN: “em”, “mais”. NOVARE: “tornar novo, de NOVUS, “novo”.
Concluo que, podemos entender também como: tornar algo novo, de novo.

E diante um mar de possíveis oportunidades que estamos vivenciando hoje, não apenas no ramo da tecnologia e sim de uma forma geral, e principalmente no cenário brasileiro; diante situação econômica “favorável”, diante “crescimento” do país e também diante os grandes eventos que sediaremos nos próximos anos. Contudo; será que estamos apenas focando na criação de algo formidável, “avassalador”, algo que falarão a você: “Como ninguém pensou nisto antes? Que gênio você é!”? Ou estamos sim abrindo espaço para algumas vertentes que fazem a real e significativa diferença?

O quão estamos prestando atenção na potência que temos em, inovar, algo existente?
Entrando neste assunto, ressalto que não se trata de roubo de idéias, mas sim inovação, melhoria em serviços, produtos, de forma que o(s) mesmo(s) eleve(m) em significativos graus positivos a satisfação, fidelização e retenção do cliente/consumidor, além de uma experiência fantástica de uso com o seu produto/serviço.

Em meu ponto de vista considero um exemplo fantástico de inovação o iPhone, neste caso me abstenho de qualquer preferência a marca e empresa, apenas focando na experiência e funções do aparelho. É sensacional, inúmeras funções, criou um mercado de aplicativos, oportunidades, segmentos, nichos, mesmo se tratando de um smartphone, isto por sí próprio já é uma inovação. Inovou, certo? Revolucionou, certo? E também vendeu e vende muito, certo?

Costumo sempre dizer que o que torna chamativo, atraente; é o diferencial, pode até soar como algo óbvio, mas muitas vezes isto não recebe a devida atenção.
No entanto este diferencial torna-se ainda melhor quando é criativo! Inovação e criatividade são fantásticas quando unificadas.

Ao inovar devemos também antes estarmos calçados em uma base de cálculo de risco, é necessário SIM a ousadia, afinal corremos riscos em qualquer estratégia de empreender e inovar que tivermos e ser ousado(a) faz parte do processo, mas ao arriscar em uma inovação que não está bem ajustada/estruturada ao contexto e cultura do mercado ou ambiente em que você visualiza, pode ser tornar algo prejudicial ao seu negócio/idéia/empreendimento.

E se você estiver pensando: “mas já inventaram de tudo, o que mais posso fazer?“, acalme-se, posso tentar te ajudar abrindo um pouco sua mente com este post: Empreender + Inovar + Gostar (recomendo ler depois que terminar este).

Ao pensarmos então em inovar, um exercício interessante para realizarmos quando estamos com planos de criarmos serviços e/ou produtos, e eu me incluo nisto, é:

  • O que meu serviço/produto tem de diferente?
  • O que meu serviço/produto traz de criativo ao mercado?
  • Meu produto, com toda sua inovação e criatividade, trará significativos benefícios aos meus futuros clientes/consumidores?
  • Eu compraria/utilizaria o meu serviço/produto perante a característica inovadora que o mesmo possui? Isto o destacaria perante a concorrência?

Estes dois últimos questionamentos são os que mais me fazem refletir sobre a característica inovadora e criativa do que estou planejando, pois muitas vezes pensamos sob uma ótica diferente de quem está visualizando com intenções de utilização/compra, e obviamente que isto interfere drasticamente no processo de tomada de decisão do cliente/consumidor.

No ambiente em que vivemos e teremos boas gerações a frente vivenciando disto: se adotarmos o estilo “mais do mesmo“, ou seja, nos tornar apenas mais um; estaremos embarcando em uma experiência de ser; literalmente apenas mais um, impedindo uma visibilidade maior, um crescimento maior, e impedindo também você de realizar a missão que seu negócio deseja alcançar, e a pior de todas: desvalorizando/desperdiçando o imenso potencial que existe dentro de você e de todos os envolvidos no processo.

Um forte abraço e uma excelente semana para todos nós.